terça-feira, 12 de agosto de 2014

A falta que faz

Não é porque deixou de doer que já passou.
As marcas ficam. As pessoas se apossam da gente.
É normal que tudo isso aconteça.
Porque é natural ficar só e ter lembranças.
É compreensível estar com alguém e procurar solitude.
Nós, na condição de humanos, temos uma natureza sem desfecho.
Talvez isso explique que quando vamos, algo ainda fica.
Que quando ficamos, alguma coisa já partiu.
Ninguém é tão nosso que não possa nos deixar.
Nem pertencemos tanto a ponto de nunca dar adeus.
Seria melhor agradecermos pelos fins e inícios que se repetem.
E desculparmos, porque ficará sempre em aberto a falta que faz...

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